20/06/2013 - 05:10:13

Greve nas federais tem mais adesões e continua

Tipos de Conteúdo: 
UFPR
Data/Horas: 
28/05/2012 (Todo dia)
Veículo: 
Jornal Metro Curitiba

 Professores da UFPR e UTFPR estão com atividades paralisadas desde o dia 17 de maio – esta semana será decisiva. Primeira reunião com o Ministério da Educação está marcada para hoje, 44 universidades estão sem aulas

Os professores das instituições federais, em greve desde o dia 17 de maio, devem realizar hoje atos públicos e assembleias por causa da primeira reunião com o governo depois da paralisação nacional. São 44 universidades em greve no país. Em Curitiba, os professores das duas universidades federais (UFPR e UTFPR) vão panfletar hoje na Boca Maldita, para explicar à população os motivos da greve.
Uma nota divulgada pelo CNG (Comando Nacional de Greve), diz que a data de hoje é muito importante no processo de negociação para a reestruturação a carreira docente. “Todas as seções sindicais devem marcar esse dia em vigília”, ressalta o CNG.
Segundo Luiz Allan Künzle, presidente da APUF-PR (Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná), a adesão da classe neste ano é mais expressiva que a do ano passado. “Mesmo nos departamentos que não aderiram à greve, há professores paralisados.
Cursos de pós-graduação, que não costumam se envolver em greves, também manifestam apoio, assim como vários alunos e centros acadêmicos”, afirma.
O DCE (Diretório Central dos Estudantes) da UFPR faz amanhã uma assembleia com os alunos para definir uma posição oficial sobre a greve. Já os alunos da UTFPR estão apoiando o movimento desde o começo, com reivindicações próprias. Por sua vez, os servidores técnico-administrativos continuam trabalhando apesarde apoiarem a greve dos professores.
O calendário da classe prevê novidades na negociação com o governo em 11 de junho. 
 
Médicos em greve
Nem na greve de 2001, a maior dos últimos anos na UFPR, a adesão dos médicos e alunos foi tão grande. “Cerca de 90% dos médicos devem parar suas atividades a partir de hoje. Isso é bastante emblemático”, conta Künzle.
A reitoria da UFPR não tem posicionamento oficial sobre a paralisação, já que negociações salariais são feitas diretamente com o Ministério da Educação.
 
Greve histórica
2001 ficou marcado na história da UFPR (Universidade Federal do Paraná)  como o ano da mais longa greve, que uniu professores, servidores e alunos por 108 dias de
paralisação.
O movimento foi marcado por um abraço simbólico dos manifestantes ao prédio histórico da UFPR, e pela suspensão temporária do vestibular daquele ano. A passarela
do campus Politécnico e abertura do restaurante universitário à noite foram alguns dos benefícios conquistados.