19/06/2013 - 01:56:12
Pacientes são levados de um lado para outro
Tipos de Conteúdo:
SAÚDE
Data/Horas:
31/05/2012 (Todo dia)
Veículo:
Jornal Metro Curitiba Superlotação na terça-feira à noite obrigou Siate a levar vítimas de acidentes para a região metropolitana. Tomógrafo quebrado no Evangélico restringe o atendimento. Pacientes vão ao HT fazer exame e voltam.
O atendimento nos prontosocorros do Hospital do Trabalhador (HT), Evangélico e Cajuru está difícil desde a terça-feira. Eles chegaram a comunicar ao Siate e à Central de Regulação de Leitos que não poderiam receber pacientes graves. Muitas pessoas foram levadas para Campo Largo, São José dos Pinhais e até Araucária.
O problema começou com a falta de equipamentos. No Evangélico, o tomógrafo está quebrado há uma semana o hospital não recebe pacientes que demandam exame de tomografia. A assessoria do hospital disse que o problema será resolvido hoje, com a chegada de uma peça importada.
Enquanto isso, as pessoas são levadas para fazer o exame no Trabalhador e, depois, voltam ao Evangélico. “Mas não conseguimos atender imediatamente. Ontem (terça-feira), tivemos dois casos com demora maior”, conta Matheos Chomatas, assessor especial de Gestão da prefeitura. Chomatas disse que uma ambulância foi colocada no
HT ontem para reforçar o atendimento. “Ela vai também levar os pacientes do Trabalhador para fazer raiox no Hospital do Idoso”. É que o aparelho no HT não poderá ser usado até amanhã. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, ele está em instalação numa nova sala, recentemente construída.
Como resultado disso tudo, o Cajuru ficou superlotado. Segundo o diretor-geral, Flaviano Ventorim, na terça-feira, o hospital chegou a ter 40 pacientes na UCP (Unidade de Cuidados Progressivos), que tem 13 leitos. “Tivemos que fechar para casos graves”, diz.
Ontem, a situação se repetiu, com 27 pessoas na área. “São picos que dependem dos casos e do atendimento necessário. Por isso orientamos o Siate. Quando não tem para onde levar os pacientes, a gente se vira. Não podemos deixar a pessoa dentro da ambulância”, explica Ventorim.
Segundo ele, as cirurgias eletivas de hoje foram canceladas. “Não damos conta de atender a demanda. A prioridade é liberar vaga em UTI para liberar espaço para
casos graves. Assim, desafoga o pronto-socorro e o centro cirúrgico. O grande drama é ter leito vago”, conta.
Cajuru: são 200 leitos, incluindo 30 de UTI e 170 de internação (13 para urgência).
Hospital do Trabalhador: são 202 leitos, incluindo 26 de emergência (10 de observação).
Evangélico: são 660 leitos, incluindo 61 de UTI e 35 de emergência


