Greve de federais ameaça calendário acadêmico

Tipos de Conteúdo: 
UFPR
Data/Horas: 
20/06/2012 (Todo dia)
Veículo: 
Jornal Metro Curitiba

 Paralisação passa de um mês e não tem previsão de terminar.  Governo ainda não apresentou proposta. Se o semestre terminar sem uma negociação, professores vão pedir o cancelamento do calendário deste ano.

 

Sem uma reunião com o governo, a greve nas universidades federais continua. A paralisação já passa de um mês e nenhuma proposta foi apresentada até agora.
Os professores pedem um reajuste de 22,08%, reestruturação da carreira e melhorias na estrutua das instituições. Com tanto tempo parados, alunos  dizem que estão preocupados com o retorno às aulas. 
O calendário acadêmico das instituições pode ser cancelado. Em Curitiba, a greve afeta a Universidade Federal do Paraná, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná e o Instituto Federal do Paraná. Em todo o Estado, a estimativa é de que 60 mil alunos estão parcial ou totalmente sem aulas.
A aluna do terceiro ano de Relações Públicas da UFPR Daniele Marin diz que os alunos já saíram no prejuízo na greve do ano passado. “Na paralisação de 2011, alguns professores fizeram reposição em dezembro e outros simplesmente não deram mais aulas. Apoiamos as reivindicações dos professores, mas queremos que as aulas
terminem logo”, afirma a estudante.
A aluna do curso de Design Adhara Garcia também reclama da greve. “É incoveniente ficar parado no meio do ano e depois os professores terem que correr com a matéria, mas entendemos que eles não têm outra alternativa”, diz.
O secretário-geral da Apufpr (Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná), o professor de Medicina Rogério Miranda Gomes afirma que ainda não é possível prever como os alunos terão reposição de aulas. “O calendário está totalmente indefinido. Se a greve durar muito tempo, vai afetar os alunos neste ano e em 2013”, explica. Na UFPR, 25 mil alunos foram afetados pela greve. Na Universidade Tecnológica Federal do Paraná,uma reunião do Conselho Universitário será realizada  no fim do mês. Segundo a assessoria de imprensa da instituição, o grupo pode fazer mudanças no calendário acadêmico, em função da greve.
No Instituto Federal do Paraná, o IFPR, os professores devem pedir que o ano letivo de 2012 só termine em 2013. “Com essa mudança, os professores podem dar aulas e aplicar as provas que faltaram desde semestre e do próximo, sem prejuízo aos alunos”, explica o presidente do sindicato que representa a categoria, professor Nilton
Brandão. 
Servidores
Os servidores técnico-administrativos das universidades também estão em greve, há mais de uma semana. Por isso, restaurantes universitários, bibliotecas  e secretarias estão fechados.