Greve faz HC suspender 1,3 mil consultas diárias

Tipos de Conteúdo: 
HC
Data/Horas: 
22/06/2012 - 17:39
Veículo: 
Portal Jornale
Programa/Caderno: 
SAÚDE

 

A partir da próxima segunda-feira pacientes deixam de ser atendidos


A greve dos servidores técnico-administrativos federais da área da educação obrigou o Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) a suspender as consultas ambulatoriais eletivas a partir da próxima segunda-feira (25).

Com a decisão, cerca de 1,3 mil pacientes deixam de ser atendidos diariamente pelo hospital em consultas de diferentes especialidades.

A opção por suspender as consultas decorre do fechamento das unidades responsáveis por exames de laboratório, raio X, tomografia e endoscopia, entre outros. “Como os pacientes não têm como fazer os seus exames, as consultas perdem efetividade”, explicou a diretora de Assistência do HC da UFPR, Mariângela Honório Pedrozo. “Na prática, os pacientes, parte deles de fora de Curitiba, estão perdendo tempo ao vir para cá.”

Aproximadamente 20% dos pacientes atendidos nessas consultas são oriundos de outras cidades, a maioria deles do interior do Paraná. Mesmo sem a greve, o tempo de espera por uma consulta especializada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Curitiba tem levado de três meses a um ano, ou mais, segudo a direção do hospital.

Iniciada no último dia 11 de junho, a paralisação atinge principalmente as unidades de exames de diagnóstico, além as áreas de urgência e emergência do HC da UFPR. Cerca de 700 exames de diagnóstico deixam de ser feitos a cada dia de paralisação. Quatro leitos de UTI, seis de unidades semi-intensivas e cinco de pronto-atendimento também estão fechados em decorrência da greve.

O hospital recomenda que os pacientes em tratamento entrem em contato por telefone para receber orientações. O HC disponibilizou em seu site dezenas de números para atender os pacientes. Após o fim da greve, que não tem data para terminar, os pacientes devem reagendar suas consultas e exames, também por telefone.

Entre as reivindicações dos servidores técnico-administrativos estão reajuste salarial de 22%, isonomia de benefícios, implantação de um piso equivalente a três salários mínimos e cancelamento da implantação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares.