20/06/2013 - 02:05:36

Estudantes deixam prédio da Reitoria

Tipos de Conteúdo: 
UFPR
Data/Horas: 
21/07/2012 (Todo dia)
Veículo: 
Jornal Gazeta do Povo (GRPCOM)

 Os estudantes que ocupavam o prédio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR) desde o dia 3 de julho decidiram abandonar o local ontem. Eles saíram da sede por volta das 14h30, após terem sido pressionados pela instituição e terem discutido o assunto em assembleia com os colegas. A tomada do prédio por 17 dias provocou atrasos nos pagamentos de mais de 40 contratos das pró-reitorias de Administração (PRA) e de Planejamento, Orçamento e Finanças (Proplan).

Professores

UTFPR rejeita reajuste oferecido por governo

Seguindo a posição tomada por docentes de outras instituições federais do país, os professores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) rejeitaram ontem, em assembleia, a proposta do governo federal que prevê reajuste salarial entre 14% e 45%, nos próximos três anos, conforme a titulação e o nível de dedicação do docente. Os professores da UFPR e da Universidade Federal da Integração Latino-Americana também haviam rejeitado a proposta nesta semana. De acordo com o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), até o fim da tarde de ontem, professores de mais de 40 universidades de todo o país também tinham se posicionado contra o plano do governo e pela manutenção da greve, que chega hoje ao seu 65.º dia.

Com base nas assembleias locais, o Andes deve apresentar, na próxima segunda-feira, uma resposta ao governo federal reprovando a proposta e solicitando avanço na negociação para reestruturar a carreira.

A UFPR confirmou que a Reitoria não punirá academicamente ou judicialmente os alunos envolvidos no ato. Uma vistoria feita no prédio para apurar se houve algum dano ao patrimônio não encontrou nenhum problema grave, segundo o reitor Zaki Akel Sobrinho. Com o fim da ocupação, representantes dos alunos e da universidade voltam a discutir a pauta de reivindicações do corpo discente na próxima terça-feira. Entre as exigências estão mais bolsas e acesso gratuito a cursos de línguas para todos os alunos.

Contas atrasadas

Enquanto o prédio esteve ocupado, servidores ligados a pró-reitorias responsáveis pelas contas da universidade foram impedidos de entrar na sede da Reitoria e impossibilitados de trabalhar. O pagamento de fornecedores, a liberação de bolsas e auxílios estudantis e o acerto de outros contratos foram comprometidos. Segundo o pró-reitor de Administração, Paulo Krüger, mais de 40 contratos não foram pagos e deverão ser renegociados em até 15 dias.