Sem acordo, transplante no HC segue comprometido
O furo na escala de servidores no setor de TMO (Transplante de Medula Óssea) do HC (Hospital de Clínicas) não foi resolvido. A direção do hospital informou ontem que não será possível remanejar os funcionários indicados pelo Sinditest (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público), atendendo acordo que havia sido firmado no MPF-PR (Ministério Público Federal) na última sexta-feira.
O TMO precisa repor sete servidores que estão em greve. Dos dez nomes sugeridos, seis já haviam sido remanejados para o setor e estão cobrindo plantões, segundo a diretora-geral em exercício, Marilise Borges Brandão. “O restante não pode ser remanejado porque está em unidades de emergência, cirurgia ou UTI. Se tirar de um turno,
haverá falta porque já estamos com estrutura mínima”, afirma ela. O Sinditest quer checar essas informações. O diretor Márcio Palmares disse que pode estar ocorrendo um
“exagero” por parte da direção do HC. “Não é competência de um sindicato definir escala de atendimento de um hospital. Apenas sugerimos como resolver o problema e é natural que parte não fosse aplicável. Mas temos certeza de que pelo menos duas pessoas poderiam assumir o turno da manhã”, argumenta. Por meio de sua assessoria,
a Procuradora Regional dos Direitos do Cidadão informou que, assim que receber o documento do HC, vai “tomar medidas urgentes para solucionar o caso”. As direções do hospital e do sindicato informaram que vão aguardar orientações do ministério.


