Reitor e diretor do HC buscam diálogo para manter empregos e serviços no HC

Por Simone Meirelles
PORTAL UFPR
 
Reitor Zaki Akel Sobrinho e o professor Flávio Tomasich durante a coletiva

Reitor Zaki Akel Sobrinho e o professor Flávio Tomasich durante a coletiva

O diálogo é o caminho escolhido para resolver o impasse entre a Universidade Federal do Paraná e o Ministério Público do Trabalho. Em entrevista concedida à imprensa na manha desta quinta-feira, dia 20, o reitor Zaki Akel Sobrinho e o diretor do Hospital de Clínicas da UFPR, professor Flávio Daniel Tomasich explicaram as providências a serem tomadas. A Universidade foi notificada na segunda-feira (17) sobre a decisão da 1ª Vara do Trabalho de Curitiba que determina a demissão coletiva, no prazo de 90 dias, de todos os trabalhadores do Hospital de Clínicas contratados pela Fundação da UFPR. São cerca de mil pessoas.


Os dirigentes pretendem utilizar os 90 dias de prazo para negociar tanto com o Ministério Público do Trabalho quanto com o Ministério da Educação (MEC) em busca de uma solução definitiva para a questão, que se arrasta há quase três anos e meio. “Vamos continuar defendendo tanto os servidores da Funpar, que não podem viver com essa incerteza, quanto a excelência dos serviços prestados no HC, que são um direito da comunidade”, afirmou o reitor.


O diretor do HC ressaltou que os funcionários da Funpar representam 1/3 da força de trabalho do hospital, e em algumas unidades, devido à composição de equipes, até metade do contingente.

EBSERH


Mesmo diante dessa situação, o reitor afirmou que aderir à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) não é uma solução no momento. Apesar disso, ele destacou que acredita que, se houver flexibilidade para que a UFPR continue tendo autonomia na gestão de pessoal, ensino e pesquisa do HC, a negociação pode progredir. “Temos percebido algumas mudanças. Nos termos que nos foram apresentados há dois anos, a EBSERH foi rejeitado por unanimidade pelo nosso Conselho Universitário”, observou.


O reitor lembrou que uma parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, concedendo dois andares do HC para instalação da UPA Matriz, com utilização de mão-de-obra da prefeitura, vai liberar servidores da UFPR para outras unidades, permitindo a reabertura de 22 leitos do hospital e a transformação de seis leitos em UTT.


Sobre a greve dos servidores técnico-administrativos da UFPR, aprovada em assembleia do dia 17 de março e que iniciou nesta quinta-feira, tanto o reitor quanto o professor Tomasich informaram que só nos próximos dias poderão ter uma noção exata do grau de adesão e de como isso irá se refletir nos serviços da UFPR e do HC. Entretanto, ressaltaram que já entraram em contato com a diretoria do Sinditest para solicitar a manutenção do atendimento no hospital para evitar prejuízo à população. De qualquer forma, um plano de contingência já aprovado garante o atendimento nos serviços de emergência e crônicos, como transplantes e quimioterapia.

 

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