HC

Imitação da vida

Data da Notícia: 
22/07/2014 - 07:52
Tipo: 
HC
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Um grupo de pacientes que se submeteram a transplante de medula óssea no Hospital de Clínicas assistirá hoje a uma sessão especial do filme A Culpa é das Estrelas, às 10h30, a convite do Shopping Mueller. O filme aborda a realidade de pessoas com câncer.

 

 

Reinaldo Bessa

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Servidores do Hospital de Clínicas voltam ao trabalho nesta quarta-feira

Data da Notícia: 
25/06/2014 - 07:40
Tipo: 
HC
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25/06/2014 por BandNews FM Curitiba 
 
 Os servidores técnico-administrativos do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná voltaram ao trabalho nesta quarta-feira (25) de manhã, depois de mais de 90 dias em greve. A decisão foi tomada em uma assembleia geral realizada na última terça-feira (24). O Superior Tribunal de Justiça (STF) já havia declarado que a paralisação era abusiva e ordenava que os trabalhadores retornassem às atividades. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público (Sinditest), Carla Cobalchine explica que o comando nacional de greve optou por encerrar a paralisação porque não houve proposta nem negociação com o governo federal.
 
Ao todo, são cerca de mil e novecentos servidores técnico-administrativos no Hospital de Clínicas e cerca de 20% estavam de braços cruzados. Mesmo sem conseguir avanço na pauta nacional, que pedia principalmente reajuste salarial (com a ampliação do piso para três salários mínimos) e melhorias na carreira, o Sinditest comemora por ter adiado duas vezes a votação da adesão do HC à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, a Ebserh.
 
A nossa reportagem entrou em contato com o Hospital de Clínicas para pedir um balanço dos serviços prejudicados por causa dessa greve e aguardo um retorno
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Alta demanda pressiona por mais leitos em UTIs

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Data da Notícia: 
25/06/2014 - 09:12
Tipo: 
SAÚDE
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Marcelo Andrade / Gazeta do Povo

Marcelo Andrade / Gazeta do Povo / O Paraná possui 1.588 vagas de UTI em hospitaisO Paraná possui 1.588 vagas de UTI em hospitais

SAÚDE

 

PR tem número adequado de vagas de UTI segundo critérios do governo federal. Porém OMS recomenda mais que o dobro dos leitos atuais

Publicado em 25/06/2014 | 

 

Na teoria, a quantidade de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) via Sistema Único de Saúde no Paraná está dentro do mínimo que solicita o Ministério da Saúde. Mas, na prática, a realidade é outra. Não são raras as reclamações de famílias que lutam por uma vaga. O problema é a alta demanda oriunda de diversos fatores, como a violência e a falta de estrutura na saúde pública, que não prevê a implantação de leitos de reserva.

INFOGRÁFICO: Veja o número de leitos de UTI em Curitiba

AMPLIAÇÃO

Governo do estado quer instalar mais 260 leitos até o fim do ano

A superintendente de infraestrutura da Secretaria Estadual da Saúde, Márcia Huçulak, revela que a intenção do governo é instalar mais 260 leitos de UTI até o fim do ano. Segundo ela, de 2011 até junho deste ano foram instaladas 320 novas vagas – passando de um total de 1.268 para 1.588.

“Estamos instalando unidades em locais que não tinham, cobrindo vazios assistenciais. Com o aumento da longevidade, aumentam as chances das pessoas adoecerem e precisarem de atendimento especializado”, explica Márcia.

Além disso, o governo procura manter de forma contratualizada leitos que ainda não foram habilitados oficialmente pelo Ministério da Saúde. Isso significa que a Secretaria Estadual paga para que 468 leitos possam atuar. A diária de cada leito custa cerca de R$ 478.

O parâmetro de necessidade de vagas de UTI varia de 4% a 10% do total dos leitos hospitalares, conforme recomendação do governo federal. Como o estado tem cerca de 20 mil leitos hospitalares pelo sistema público de saúde, seriam necessários pelo menos 800 leitos de UTI. No Paraná, o número é quase o dobro do mínimo, mas não alcança os mais de 2 mil leitos levando em consideração a variação máxima (10%). Hoje o estado possui um total de 1.588 vagas.

Porém, a Organização Mundial de Saúde recomenda que haja 330 leitos para cada grupo de 1 milhão de pessoas. Dessa forma, o estado, que tem quase 11 milhões de habitantes, segundo estimativa do IBGE, precisaria de um total de 3.630 leitos. “Hoje estamos no limite do limite. Segundo o presidente da Associação dos Hospitais do Paraná, Benno Kreisel, a demanda no Brasil por leitos de UTI é elevada. “É um dos países mais violentos do mundo. Assim, a procura é muito maior”, afirma. Soma-se a isso o envelhecimento da população que culmina, por exemplo, em um índice maior de doenças degenerativas.

Outro problema que desafia o poder público é o baixo número de médicos intensivistas. Segundo o Conselho Regional de Medicina do Paraná, são apenas 253 profissionais habilitados no estado. “Isso faz a diferença no atendimento. É um baixo número de profissionais com vivência na área”, ressalta o presidente do CRM-PR, Maurício Ribas.

Ele explica ainda que pode haver má utilização dos leitos de UTI. Ribas esclarece que terapia intensiva não é voltada para o paciente que não possui chances de viver. “Quem está em estágio irreversível, como um câncer extremamente avançado, merece todo cuidado possível para não sofrer, mas a vaga da UTI deve se destinar para quem tem chance de viver”, salienta Ribas.

A superintendente de infraestrutura da Secretaria Estadual da Saúde, Márcia Huçulak, acredita que a resolução do Ministério da Saúde acerca dos leitos de UTI é vaga. “É um número que dá um hiato muito grande. Não pode ser usado como parâmetro para dizer se falta ou não vagas. Acredito que, de forma geral, a nossa sociedade não está preparada para [lidar com] paciente terminal.”

Curitiba absorve “carga” de outras cidades

De acordo com a determinação do Ministério da Saúde, a necessidade de leitos de UTI em Curitiba varia de 222 a 555 leitos. O número de leitos em funcionamento atende a orientação com um total de 327. Mas a Secretaria Municipal de Saúde, por intermédio da assessoria de imprensa, informa que “não está computada nesta avaliação a demanda variável que ocorre devido aos encaminhamentos de municípios da região metropolitana, de outras regiões do estado do Paraná e também de outros estados que acabam por utilizar estes serviços em Curitiba”, diz trecho da nota.

Transferências

Em nota, a secretaria explica que aqueles que não conseguem internação devem ser atendidos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) “até poderem ser transferidos para um leito hospitalar”.

“A regulação das vagas de leitos de Unidades de Terapia Intensiva é realizada pela Central Metropolitana de Leitos Hospitalares (CML), conforme a patologia, gravidade do caso e perfil assistencial dos hospitais”, explica a secretaria. O município diz que já está em andamento processo de habilitação de novos leitos de UTI adulto com os prestadores contratualizados com o município de Curitiba. “Em situações de aumento de demanda recorre-se em caráter excepcional aos prestadores da região metropolitana”, afirma outro trecho da nota.


 

 

 

 
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Servidores do HC retornam ao trabalho nesta quarta-feira (25)

Data da Notícia: 
24/06/2014 - 19:04
Tipo: 
HC
Corpo: 

GREVE

Decisão do STF obriga servidores técnico-administrativos de todas as instituições de ensino federais a voltarem ao trabalho imediatamente

24/06/2014 | 19:04 | 

 

Superior Tribunal de Justiça (STF) declarou a greve dos servidores federais de todo o país abusiva e ordenou que os trabalhadores retomem as atividades. A decisão é do dia 13 de junho e estabelece que os servidores ficam proibidos de realizarem qualquer tipo de bloqueio ou outra forma de empecilho à livre circulação de pessoas, sob o risco de multa diária de R$ 200 mil. Com isso, a greve dos servidores técnico-administrativos que trabalham no Hospital de Clínicas (HC) deve ter fim e o atendimento deve voltar ao normal a partir das 7h da manhã desta quarta-feira (25).



De acordo com a diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Paraná (Sinditest)Rufina Roldan, os trabalhadores decidiram pelo fim da greve em uma assembleia realizada na manhã desta terça-feira (24). De acordo com ela, a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (FASUBRA) deve recorrer da decisão do STF. “É uma decisão arbitrária. Quem descumpriu o acordo de greve foi o governo”, acusa Rufina. “Nossa pauta não era só financeira”, acrescenta a diretora do Sinditest.

Decisão

A ação impetrada contra a FASUBRA e o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE)foi divulgada na última terça-feira pela Secretaria de Educação Superior do MEC (SESu).

Greve

A greve dos servidores técnico-administrativos começou no Hospital de Clínicas no dia 20 de março, de acordo com a assessoria de imprensa do hospital. No dia 15 de abril os servidores retomaram o trabalho por ordem judicial, mas retomaram a greve no dia 22 de abril.

Os trabalhadores reivindicam a antecipação do reajuste de 5% previsto para 2015 ainda neste ano, além da criação de um piso salarial de três salários mínimos – que hoje está em R$ 724 - e da data-base para a categoria.

Impactos

De acordo com a assessoria de imprensa do HC, 38 leitos do hospital estão fechados por causa da falta de profissionais causada pela greve dos servidores. Entre eles estão leitos de UTI, neonatal e cirurgia. Ainda de acordo com a assessoria, ainda não é possível fazer uma previsão completa sobre os impactos da paralisação no atendimento d HC. 

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Inscrições abertas para o Congresso Multiprofissional do HC/UFPR

Data da Notícia: 
13/06/2014 - 09:38
Tipo: 
HC
Veículo: 
Corpo: 
13 de junho de 2014

 

Por Assessoria de Comunicação Social
 
 

Estão abertas as inscrições para o Congresso Multiprofissional de Atenção Hospitalar do Hospital de Clínicas (HC) da UFPR, que será realizado entre os dias 22 e 25 de outubro no campus Jardim Botânico da universidade.

O Congresso Multiprofissional do HC/UFPR reunirá profissionais de todas as áreas, entre professores, estudantes de graduação, residentes e pós-graduandos a fim de promover uma discussão conjunta da multidisciplinaridade em ambiente hospitalar. Os temas selecionados para apresentação e discussão no congresso constituem grandes desafios para toda a equipe multiprofissional. Confira a programação completa aqui.

Até o dia 31 de agosto, a taxa de inscrição para estudantes e residentes é de R$ 60, enquanto profissionais pagam R$ 110. Após essa data, os valores sobem para R$ 70 e R$ 120, respectivamente.

Para apresentação de poster, o congressista deve enviar resumo impreterivelmente até o dia 31 de julho de 2014 à Comissão Cientifica do Congresso. Os detalhes estão disponíveis neste link.

Congresso Multiprofissional de Atenção Hospitalar Unimult-HC/UFPR

Inscrições (com desconto): 
até 31/08

Data: 22 a 25/10

Local: Auditório Prof. Ulisses de Campos

Av. Prefeito Lothário Meissner, 632 Jardim Botânico – Curitiba /PR

Setor de Ciências Sociais Aplicadas da UFPR (subsolo)

Mais informações aqui 

 

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UFPR decide em agosto se vincula HC à Ebserh

Profissional: 
Zaki Akel Sobrinho (UFPR)
Data da Notícia: 
12/06/2014 - 08:19
Tipo: 
HC
Corpo: 

ADIAMENTO 

Publicado em 12/06/2014 | 

 

O Conselho Universitário da Universidade Federal do Paraná (UFPR) irá analisar só em agosto a proposta de gestão compartilhada do Hospital de Clínicas (HC) com a Empresa Brasileira de Recursos Hos­pitalares (Ebserh). Ontem, o reitor Zaki Akel Sobrinho comunicou que dará um tempo na discussão. “Nesse período vamos informar o público sobre a forma do contrato que articulamos.”

O encontro será realizado no prédio da Reitoria da UFPR e transmitido ao vivo pela internet, com telões. “Vamos fazer um debate democrático e deliberarmos o assunto de maneira transparente”, afirmou.

O reitor ainda confirmou que há uma cláusula no contrato costurado com a Ebserh para que os 916 funcionários da fundação da UFPR (Funpar) continuem no HC por pelo menos cinco anos. “Isso já está garantido. Ainda vamos tentar manter os que faltarem três anos para se aposentar que também permaneçam no hospital”, salientou.

Como a ação civil pública que determina a demissão desses trabalhadores voltou a tramitar – após suspensão temporária do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) – Akel vai dialogar com a Justiça do Trabalho e com o Ministério Público do Trabalho.

“Como o hospital está com déficit de funcionários, acredito que a Justiça irá acatar esse pedido”. Ainda não há um prazo estipulado para que a ação seja executada. “Pode ser a qualquer momento. A partir disso, vamos conversar e explicar nossa realidade”, diz. O procurador do Ministério Público do Trabalho, Ricardo Bruel, não quis se pronunciar sobre a ação.

Abusividade

Com o decreto de abusividade da greve dos empregados da Fundação da Universidade Federal do Paraná (Funpar), na semana passada, todas as negociações realizadas perante o Poder Judiciário no dissídio coletivo perderam o efeito. A decisão foi da desembargadora do TRT Ana Carolina Zaina. Ficou, assim, sem efeito o prazo para que a UFPR se manifestasse em relação à adesão ou não à Ebserh até 19 de junho.

Segundo o reitor, se o contrato com a Ebserh não for aprovado, a capacidade do hospital passará para apenas 163 leitos. Além disso, não haverá garantia de manutenção dos 916 funcionários da Funpar que atuam no HC, atualmente com déficit de 1.540 servidores. O diagnóstico foi feito pela Ebserh após determinação do Ministério Público Federal.

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BLH do Hospital de Clínicas da UFPR recebe homenagem de doadora

Profissional: 
Maria Celestina Bonzanini Grazziotin
Data da Notícia: 
09/06/2014 - 12:58
Tipo: 
HC
Corpo: 

Boletín de la Red de Bancos de Leche Humana  rBLH Comunica N° 195

 

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Manifestantes sem qualquer relação com a UFPR ajudaram a impedir sessão do Coun

Data da Notícia: 
06/06/2014 - 18:50
Tipo: 
HC
Veículo: 
Corpo: 

Por Assessoria de Comunicação Social

 
 

O grupo de manifestantes que levou à suspensão a sessão do Conselho Universitário (Coun) que votaria a proposta de cogestão dos hospitais-escola da UFPR com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) tomou corpo com a participação de representantes de sindicatos de outras cidades e até de outros estados, que, portanto, não representam qualquer categoria da universidade nem os usuários dos hospitais da UFPR. Outros manifestantes aproveitaram a ocasião para partidarizar o debate, por meio do uso de bandeiras de partidos políticos e de movimentos sociais.

O Coun é o órgão máximo deliberativo para traçar a política da UFPR e é composto por representantes de todas as categorias da comunidade universitária e da sociedade civil. Entre os conselheiros há inclusive membros do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba (Sinditest), do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e da Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR). Na sessão que seria realizada na quarta-feira (4), todos teriam direito a voz e a voto.

Embora em seu site o Sinditest afirme que estavam concentrados no pátio da Reitoria “alunos, técnicos administrativos e docentes, trabalhadores FUNPAR, integrantes da Frente de Luta ‘Para não perder o HC’ e usuários do Hospital”, muitos dos manifestantes declararam em alto falante pertencer a instituições de Maringá, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

A aglomeração de manifestantes e a exaltação de ânimos, promovida em parte pelos manifestantes externos, chegou ao ponto em que um dos conselheiros do Coun, Tibiriçá Krüger Moreira, foi agredido fisicamente. Além disso, o bloqueio de acesso à sessão, promovido pelo grupo que protestava, impediu que a sessão, com o debate de ideias, fosse realizada.

Faixa contra a cogestão dos hospitais da UFPR com a Ebserh é assinada por sindicato de Santa Catarina - Foto: Marcos Solivan

Bandeira de partido político é levantada durante manifestação - Foto: Marcos Solivan

Manifestante carrega bandeira de movimento de trabalhadores sem terra - Foto: Marcos Solivan

 

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Negociação volta ao ponto zero no HC

Data da Notícia: 
07/06/2014 - 08:36
Tipo: 
HC
Corpo: 
Ivonaldo Alexandre/ Gazeta do Povo / Hospital de Clínicas pode ficar sem os funcionários da FunparHospital de Clínicas pode ficar sem os funcionários da Funpar

SEM ACORDO

Publicado em 07/06/2014 | 

 

O decreto de abusividade da greve dos empregados da Fundação da Universidade Federal do Paraná (Funpar) que atuam no Hospital de Clínicas, em Curitiba, fez com que todas as negociações realizadas perante o Poder Judiciário no dissídio coletivo perdessem o efeito. Ou seja, as tentativas de acordo voltaram à estaca zero e o destino dos trabalhadores será definido por julgamento nas próximas semanas. A decisão é da desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) Ana Carolina Zaina. As partes têm um prazo de dez dias para entrar com recurso.

Dessa forma, não há mais garantia de que os 916 funcionários da Funpar possam continuar no HC caso ocorra a adesão à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Mesmo porque a desembargadora também determinou a retomada do trâmite da Ação Civil Pública de iniciativa do Ministério Público do Trabalho que determina a imediata demissão desses trabalhadores.

Greve abusiva

A abusividade de greve foi definida na madrugada da última sexta-feira determinando que os grevistas da Funpar retornassem imediatamente aos postos de trabalho sob pena de multa diária de R$ 100 mil, em caso de desobediência, a ser aplicada ao Sinditest. Os trabalhadores decidiram voltar às atividades ontem à tarde.

Ficaram, assim, sem efeito os prazos concedidos à Universidade Federal do Paraná (UFPR) e à Ebserh para se manifestarem quanto a uma solução negociada para preservação dos contratos da Funpar. Outra consequência foi o fim do prazo para que a UFPR se manifestasse em relação à adesão ou não à empresa estatal até o dia 19 deste mês.

Adesão à Ebserh

No entanto, o reitor Zaki Akel Sobrinho afirma que a sessão para deliberar o contrato com a Ebserh está mantida para segunda-feira, às 14 horas. O local ainda não foi definido. “Lamento o que ocorreu. Havia um acordo sendo encaminhado e uma greve no meio do dissídio provocou esse retrocesso”, afirma Akel. O reitor estava tentando manter, em contrato e também em acordo coletivo, os 916 funcionários da Funpar no Hospital de Clínicas por pelo menos cinco anos caso ocorresse a adesão do hospital à Ebserh – tempo para que cerca 60% do quadro se aposentasse. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba (Sinditest) alega que essa medida seria uma demissão escalonada dos funcionários.

A advogada do Sinditest, Josi Paixão, afirma que a categoria entrará com recurso. “Vamos lutar para que os trabalhadores da Fundação continuem no Hospital até a aposentadoria”, afirma. Segundo ela, o objetivo principal é garantir perante o juízo a formalização de que estará garantida a manutenção desses trabalhadores.

“Para isso pedimos a suspensão da ação civil pública por sete anos e que a UFPR considere uma cláusula de aposentadoria que impeça, após os sete anos, que funcionários prestes a se aposentar sejam demitidos”, destaca Josi. Ela ainda afirma que para isso não é necessário que o tema ‘Ebserh’ seja discutido no TRT. “Não podemos atrelar a Ebserh aos funcionários da Funpar. Juridicamente a Ebserh não teria compromisso em garantir o emprego dessas pessoas”, afirma.

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