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Autorizados concursos para hospitais universitários do Paraná e Pelotas (RS)

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HC da UFPR
Data da Notícia: 
20/11/2014 - 17:41
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HC
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ConcursoQuinta, 20 de Novembro de 2014 às 17:41

 

20.11.2014 FACHADA DO HOSPITAL UNIVERSITARIO DE PELOTASOs hospitais das universidades federais do Paraná (UFPR) e de Pelotas (UFPel) poderão contratar novos profissionais de diferentes especialidades. A autorização para a contratação, por meio de concurso público promovido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), foi publicada na edição desta quinta-feira, 20, do Diário Oficial da União.

As contratações vão permitir a regularização de parte da força de trabalho que atua nos hospitais, com vínculos considerados irregulares pelos órgãos de controle, bem como permitir que os hospitais universitários ofereçam condições para a formação profissional de qualidade e para o desenvolvimento científico e tecnológico. Além disso, possibilitarão a ampliação e a melhoria dos serviços de saúde prestados à população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para o Hospital das Clínicas da UFPR (HC-UFPR), a previsão é de um aumento de 65% de leitos e de 33% da força de trabalho por concurso público a ser promovido pela Ebserh; para a Maternidade Victor Ferreira do Amaral, a previsão é de aumento de mais de 100% das vagas ofertadas atualmente; e no Hospital Universitário de Pelotas (HU-UFPel), o quadro profissionais poderá chegar a um aumento de mais de 80%, com a previsão da duplicação do número de leitos. A quantidade de vagas, bem como as áreas profissionais previstas nos concursos serão divulgadas nos editais previstos para serem publicados ainda no primeiro semestre de 2015.

Contratações

A recomposição do quadro de pessoal é uma das medidas dos planos de reestruturação apresentados pela Ebserh às instituições de ensino durante o processo de adesão à empresa. A partir da autorização do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, a Ebserh e a superintendência de cada hospital definem os cargos necessários para, em seguida, publicar os editais de seleção.

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Reitoria confirma compromisso e garante empregos dos trabalhadores Funpar-HC por oito anos, até suas aposentadorias

Profissional: 
HC da UFPR
Data da Notícia: 
11/11/2014 - 18:59
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HC
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11 de novembro de 2014 / Por Assessoria de Comunicação Social
 
 

Os 916 trabalhadores Funpar-HC parabenizaram a Reitoria e o Ministério Público do Trabalho pelo acordo. Foto: Ana Assunção/ACS da UFPR.

O reitor da UFPR (Universidade Federal do Paraná), Zaki Akel Sobrinho, cumpriu hoje um dos mais importantes compromissos assumidos desde o início da sua gestão, em 2008: a garantia de emprego aos 916 trabalhadores da Funpar lotados no Hospital de Clínicas do Paraná por oito anos, quando todos estarão aposentados.

Isto foi possível de duas formas. Primeiro, por meio da assinatura de acordo judicial com o procurador Ricardo Bruel da Silveira, do Ministério Público do Trabalho, que garante o emprego dos servidores por cinco anos, quando 60% estarão aposentados. Este acordo extingue ação civil que tramitava na Justiça do Trabalho e determinava a demissão dos trabalhadores. Além disso, cláusula estabelecida no Acordo Coletivo de Trabalho firmado entre a Funpar e os trabalhadores – a pedido da Reitoria – garantirá mais três anos de emprego ao grupo, quando os demais 40% terão tempo de serviço suficiente para se aposentar.

Zaki Akel disse que a conquista significa um grande avanço não apenas para os trabalhadores Funpar, mas também para o Hospital de Clínicas e para a comunidade. “Na nossa gestão, nós garantimos quatorze anos de estabilidade aos trabalhadores da Funpar – seis no nosso mandato e mais oito hoje”, comentou. “Foi uma promessa que assumimos no início do nosso mandato e que estamos cumprindo agora, mostrando que honramos nossa palavra e valorizamos nossos servidores. Foi uma vitória do diálogo, que possibilitará aos nossos colaboradores trabalhar melhor e com mais tranquilidade, sem a espada que ameaçava os empregos de todos”.

O reitor também elogiou Ricardo Bruel. “O procurador revelou uma sensibilidade ímpar com os trabalhadores e com o HC”, disse. E lembrou que a conquista só foi obtida por meio de muito esforço e da superação de alguns percalços. “Esta promessa foi cumprida com muito suor, sempre na defesa dos interesses dos trabalhadores, da UFPR, do HC e da Maternidade Victor Ferreira do Amaral, que continuarão a prestar um serviço de qualidade à população”.

Impasse resolvido

Zaki Akel Sobrinho e Ricardo Bruel, na assinatura do acordo: fim do impasse beneficia HC, Maternidade Victor Ferreira do Amaral e a comunidade. Foto: Ana Assunção/ACS da UFPR.

A Reitoria havia reiterado o compromisso de manter os servidores nos seus empregos pelo menos outras três vezes: nas duas sessões do Conselho Universitário que aprovaram a cogestão com a Ebserh, em 28 de agosto e 8 de outubro, bem como na reunião do Conselho de Planejamento e Administração que chancelou o contrato com a empresa, no último dia 29. O contrato entre a UFPR e a Ebserh foi assinado em Brasília, em 30 de outubro.

Além de confirmar este compromisso, o acordo também encerra as acusações infundadas de que o contrato de cogestão do HC e da Maternidade com a Ebserh (empresa pública criada pelo Governo Federal para gerir os cinquenta hospitais universitários brasileiros) significaria a demissão dos trabalhadores.

O procurador Ricardo Bruel da Silveira explicou que o acordo não soluciona todos os problemas do HC, mas resolve um impasse antigo. “O acordo garantirá tanto aos trabalhadores quanto à direção do hospital tranquilidade para que continuem a desempenhar suas funções com responsabilidade e espírito público”, comentou.

O vice-reitor da UFPR, Rogério Mulinari, disse que a conquista foi resultado de muitos anos de esforço da Reitoria, do Ministério Público, da diretoria do HC, da Funpar e do Conselho Universitário. “Foi uma luta difícil, que resultou do esforço de muitos, mas é na adversidade que crescemos”, ponderou Mulinari.

Servidores elogiam acordo

A assinatura do acordo foi testemunhada por um grupo de servidores Funpar-HC, que elogiaram a Reitoria e o Ministério Público do Trabalho. “Nós vivemos um momento único hoje, graças ao esforço do reitor Zaki Akel e do procurador Ricardo Bruel. O acordo nos dá tranquilidade para continuar trabalhando no HC sem o risco de sermos demitidos. Mas que fique claro que não foi o Sinditest que garantiu este acordo. Foi a corrente do bem que fizemos. E fizemos sem pensar apenas nos nossos empregos”, comentou, emocionada, Rosemari Nunes Ferreira, assessora da Diretoria-Geral do HC e funcionária do hospital há 26 anos. Outra servidora que elogiou o acordo foi Rosemary de Oliveira. “O acordo tirou a espada que tínhamos sobre nossas cabeças. Todo ano, tínhamos receio de sermos demitidos. O acordo acaba com isto”, comentou.

Concurso em 2015

O acordo foi assinado no gabinete do reitor Zaki Akel Sobrinho, em Curitiba. Foto: Ana Assunção/ACS da UFPR.

O diretor-geral do HC, Flávio Tomasich, também elogiou o acordo. “Todos se uniram para resolver o problema. Mas não foi fácil pedir para os trabalhadores manterem o ânimo com a espada que pairava sobre suas cabeças. Espero, agora, que o acordo possa resolver de vez todos os problemas do HC”, disse.

O procurador jurídico da Funpar, Luiz Abagge, afirmou que a Reitoria e o Ministério Público do Trabalho sempre procuraram ajudar os servidores. “O reitor Zaki Akel Sobrinho foi o capitão desta conquista. Sua liderança no processo foi essencial para o sucesso do acordo. E o procurador Ricardo Bruel sempre se dispôs a resolver o problema dos servidores. Ele compreendeu a grandiosidade do HC e deu sua contribuição para que todo o processo de adesão à Ebserh fosse possível, em benefício de todos”, comentou.

A UFPR realizará concurso público para a contratação de 2063 novos colaboradores do Hospital de Clínicas e da Maternidade Victor Ferreira do Amaral até abril de 2015. Para que recebam treinamento adequado, os aprovados no concurso serão chamados em grupos de cem por mês, a partir de julho. Todo o processo deve ser concluído em dois anos.

 

Por Aurélio Munhoz

 

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No Outubro Rosa, mulheres são convocadas a fazer exames de câncer de mama e colo de útero

Profissional: 
HC da UFPR
Data da Notícia: 
01/10/2014 - 12:45
Tipo: 
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principal

A Secretaria Municipal da Saúde espera aumentar em cerca de 70%, em outubro, o número de exames para detecção de câncer de mama e do colo do útero, em relação à média dos outros meses. Uma série de ações de conscientização acontecerá ao longo de todo o mês, como parte da programação do Outubro Rosa, que visa chamar a atenção para a importância dos exames preventivos e do diagnóstico precoce. O lançamento da programação aconteceu na manhã desta quarta-feira (1), na Rua XV de Novembro, numa parceria entre Prefeitura de Curitiba, governo do Estado, Associação Comercial do Paraná (ACP) e empresas privadas.

A expectativa é que sejam realizados 13 mil exames em outubro – 73% acima da média mensal, que é de 7.500 exames. O tradicional evento de conscientização sobre o câncer de mama, que acontece anualmente na Boca Maldita, está marcado para o dia 15 de outubro.  

O câncer de mama é o que mais acomete mulheres em todo o mundo. De acordo com o Instituto do Câncer (Inca), estima-se que em Curitiba serão detectados este ano 910 novos casos. “É fundamental chamarmos as mulheres a refletirem e a fazerem do preventivo uma rotina, para detectar precocemente a doença e ter sucesso no tratamento”, ressaltou a secretária municipal da Mulher, Roseli Isidoro.

“Este é o quarto ano que nos envolvemos no Outubro Rosa e cada vez notamos mais interesse e vontade do empresariado em nos ajudar a divulgar a importância dos exames e de se tratar precocemente esta doença”, disse o presidente da ACP, Antonio Miguel Espolador Neto.

Colo de útero

A Secretaria Municipal da Saúde vai aproveitar a atenção despertada pelo Outubro Rosa para conscientizar também sobre o câncer de colo do útero. As equipes das 109 unidades de saúde irão fazer busca ativa de mulheres com mais de 50 anos de idade que há mais de cinco anos não realizam o exame preventivo para detectar o câncer de colo de útero.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Adriano Massuda, todos os anos ocorrem na capital paranaense cerca de 50 mortes por câncer de colo de útero. “A estimativa é que 90% das mortes por câncer no colo de útero sejam de mulheres com mais de 50 anos, que muitas vezes deixam de coletar material para o preventivo. É fundamental que estas mulheres vão à unidade de saúde para fazer o exame”, alerta Massuda.

A porta de entrada para realização dos exames, como mamografia, sempre são as unidades de saúde. Quando a paciente faz a mamografia e recebe o diagnóstico positivo da doença, ela é encaminhada para um dos cinco hospitais de referência para o tratamento em Curitiba (Erasto Gaertner, Evangélico, São Vicente, Santa Casa e Hospital de Clínicas).  “É importante ressaltar que não há fila de espera nem para realizar o exame nem para o tratamento”, frisa o secretário.

Curitiba iluminada

A estufa do Jardim Botânico, assim como a Praça do Japão, Rodoviária e o prédio da Cohab, se iluminaram de cor de rosa na noite desta terça-feira (30), para marcar o início do Outubro Rosa, um mês de atividades dirigidas à prevenção do câncer de mama.

A Urbs também está participando da campanha com a divulgação de cartazes sobre o tema. Pelo menos 2 mil cartazes estão sendo afixados em ônibus, estações tubos e terminais. levando a mensagem da prevenção aos cerca de 2,3 milhões de passageiros transportados por dia.

Na tarde de terça-feira, a Secretaria da Mulher estacionou o ônibus Lilás (unidade móvel de atendimento à mulher) no Jardim Botânico, iluminado com a cor rosa, para levar informações sobre a campanha do Outubro Rosa de prevenção do câncer de Mama e sobre os direitos da mulher. Integrantes do Programa Pró Jovem da Secretaria Municipal da Educação montaram um ateliê de maquiagem, servidores da Secretaria Municipal do Abastecimento levaram a unidade móvel de segurança alimentar e nutricional e distribuíram o suco “rosa” (melancia, cenoura e limão). Alunos do curso de massoterapia do Instituto Federal do Paraná ofereceram sessões de massagens para as mulheres.

 

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UFPR abre concurso para médicos recém-formados

Data da Notícia: 
19/09/2014 - 09:27
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HC
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SAÚDE

Oportunidade

Seleção conta com vagas para residência médica no Hospital das Clínicas e multiprofissional. Inscrições começam na segunda (22)
por Portal BrasilPublicado19/09/2014 09h27
A Universidade Federal do Paraná torna público o edital para seleção dos candidatos à residência médica no Hospital de Clínicas da instituição. A decisão, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (19), determina que as inscrições deverão ser efetuadas no período de 22 de setembro a 10 de outubro de 2014, conforme orientações do Guia do Candidato disponível no site.

O concurso será realizado em duas fases distintas, nas seguintes datas:

  • 1ª fase / prova geral e prova específica: 9 de novembro 2014, com turmas e locais a serem definidos; e
  • 2ª Fase / defesa de Curriculum Vitae: 20 e 21 de novembro de 2014, nos respectivos departamentos ou serviços que estão oferecendo as vagas - Hospital de Clínicas da UFPR - Rua General Carneiro, n° 181, bairro Alto da Glória, Curitiba, PR. 

A relação completa de vagas e os documentos necessários podem ser acessados diretamente no DOU.

Residência multiprofissional

Além dessa seleção, a Universidade Federal do Paraná abriu processo seletivo para candidatos à residência multiprofissional e em área profissional da saúde. As inscrições também terão início na próxima segunda-feira (22).

O processo será realizado em duas fases distintas:

  • 1ª fase / prova teórica: 9 de novembro de 2014, com turmas e locais a serem definidos; e
  • 2ª fase / defesa de curriculum vitae: de 25 de novembro 2014 a 9 de dezembro 2014, em turmas e locais a serem definidos.  

A seleção destina-se a profissionais recém formados ou que completarem quatro anos de formação até 6 de março de 2015. Conforme legislação vigente será exigida dedicação exclusiva e carga horária semanal de 60 (sessenta) horas de atividades presenciais. A relação completa das vagas e os documentos necessários para inscrição também podem ser conferidos no DOU.

Fonte:

Portal Brasil, com informações da Imprensa Nacional

 

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O que fazer quando a criança tem muito pelo

Profissional: 
Rosangela Roginski Rea
Bonald Cavalcante de Figueiredo
Data da Notícia: 
17/09/2014 - 09:03
Tipo: 
HC
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Quando eles crescem em grande quantidade, ou antes da hora, podem se tornar um problema para a autoestima. Entenda as causas do excesso e saiba contornar suas consequências

 

Por Melissa Crocetti - atualizada em 17/09/2014 16h05

 

 
Quanto pelo (Foto: Shutterstock / Keydisc)

É normal ter muitos pelos na infância?

Depende. É importante diferenciar se eles são herança familiar ou se estão localizados em regiões em que podem sinalizar doenças. Quando são relacionados a características raciais, em descendentes de povos como italianos, espanhóis e portugueses, geralmente se concentram em braços e pernas, o que é considerado normal. Merece investigação, porém, o aparecimento de pelos com características sexuais (quando são localizados em áreas como púbis e axila, barba e bigode) em meninas menores de 8 anos e em meninos menores de 9.

Nesse caso, que providências se deve tomar?

O ideal é levar a criança ao pediatra para descartar qualquer possibilidade de alteração, como puberdade precoce, hiperplasia congênita de suprarrenal (um aumento da glândula que acelera a produção de hormônios masculinos), tumores de suprarrenal ou efeito colateral de alguma medicação. Para esses casos, existe tratamento e, quanto antes for feito o diagnóstico, maiores são as chances de sucesso. Para identificar a origem do problema, o médico pode pedir exames como dosagem hormonal e raio X de punho para avaliar a idade óssea. É importante mencionar que, frequentemente, os bebês nascem com uma penugem em várias partes do corpo, chamada de lanugem, que desaparece no decorrer do desenvolvimento e não é motivo de preocupação.



Crianças podem depilar ou descolorir os pelos?

Sim, mas sob orientação do dermatologista e só se o excesso causar problemas psicológicos na criança. É importante ter bom senso. Nada de recorrer a esses processos por simples capricho de um adulto. As crianças, em geral, só vão se preocupar com essa característica em idade escolar, por volta de 5 ou 6 anos, quando começam a se socializar mais. Antes disso, os procedimentos não são recomendados. Também é essencial levar em conta a capacidade do seu filho de suportar a dor. Após os 12 anos, a tolerância costuma ser maior. Pode-se usar água oxigenada volume 10 para descoloração, mas antes é preciso fazer um teste de alergia. Espalhe um pouco do produto no pulso da criança e aguarde alguns minutos. Se surgir coceira ou vermelhidão, lave bem e suspenda o uso. Por provocarem mais reações, os pós descolorantes são contraindicados. Já o laser é permitido a partir dos 10 anos, mas só funciona em pelos grossos e escuros.



O que fazer quando o menino começa a ter bigode ou barba muito cedo?

Antes dos 9 anos, isso pode representar alguma doença, portanto, requer avaliação médica. Um adulto pode remover os pelos da criança com uma lâmina (com creme espumante), por questões estéticas. Mas, novamente, é fundamental considerar a questão do custo-benefício, já que o uso da lâmina pode deixar a pele irritadiça. Portanto, embora não haja idade mínima específica para lançar mão desse recurso, ele só é indicado se o fato de ter pelos na infância trouxer prejuízos psicológicos para a criança.



Dá para reduzir a quantidade?

Quando o excesso é consequência de uma doença, trata-se a causa e a concentração de pelos reduz gradualmente. Quando o problema é estético, deve-se procurar um dermatologista e verificar a possibilidade de removê-los, de acordo com a idade, o tipo de pele e de pelo. Não há consenso sobre o melhor método a ser utilizado.

Menina pode usar lâmina?

Sim, essa é uma alternativa para eliminar os pelos indesejados, muito embora possa causar irritação na pele. É importante ressaltar que, por não afetar a raiz, a lâmina não engrossa os pelos. Essa impressão se deve ao fato de que eles são cortados no meio da haste, onde são mais espessos do que na ponta. Em outras palavras, nenhuma menina vai ter mais buço porque teve os pelos raspados.

Como os pais devem conversar com os filhos quando eles se incomodam com os pelos?

Eles devem transmitir tranquilidade. Em caso de constrangimento da criança, uma boa dica é dividir com ela suas experiências, dando exemplos de características físicas suas que não te agradam e de como é importante aceitar a si próprio, tendo consciência de que ninguém é igual a ninguém. Se preciso, busque orientação psicológica.

Como agir em caso de bullying?

Primeiro, é preciso ficar de olho nos sinais que indicam que a criança está enfrentando essa dificuldade. Os mais evidentes são isolamento, falta de entusiasmo, resistência em ir à escola, mudança de comportamento ou agressividade sem sentido. Diante deles, o ideal é conversar com os educadores e, em seguida, procurar a ajuda de um psicólogo, que saberá orientar os pais, a criança e a escola a lidar com a situação. É importante que o seu filho aprenda a contornar a agressão do jeito dele. Não é recomendado subestimar o fato, assim como não se deve sentir pena da criança. Outro erro frequente dos adultos é incentivar o filho a se isolar dos colegas, tratando-os como pessoas necessariamente hostis. O afastamento indiscriminado dificulta a familiarização com a diferença.

Fontes: Rosângela Rea, endocrinologista da Universidade Federal do Paraná; Leandra Steinmetz, pediatra endocrinologista do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo; José Antônio Marcondes, endocrinologista do Hospital Sírio Libanês (SP); Bonald Cavalcante de Figueiredo, diretor científico do Instituto de Pesquisas Pelé Pequeno Príncipe, Curitiba (PR); Juliana Garbers, psicóloga especialista em estimulação precoce e educação especial, de Curitiba (PR); Florival Scheroki, psicólogo clínico comportamental, doutor em Psicologia pela USP; Tatiana Steiner, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

 

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Artrose: Pinça dolorida

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Luiz Carlos Sobania
Data da Notícia: 
15/09/2014 - 00:10
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ARTROSE

 

A rizartrose, que prejudica a movimentação dos polegares, é mais comum entre mulheres

15/09/2014 | 00:10 | 


 

Cada 1kg segurado pelos dedos indicador e polegar representa 10kg que essa “pinça” formada pela mão precisa aguentar. A transmissão da força que vem desde o metacarpo (área entre o punho e os dedos), com o passar do tempo, faz com que a articulação do polegar próximo ao punho se degenere mais rapidamente, gerando a rizartrose. Mais comum entre idosos, ela atinge principalmente e de modo mais grave as mulheres, devido a fatores hormonais.

INFOGRÁFICO: Veja alguns cuidados que se deve ter com as mãos

Cuidados

Fortalecer a musculatura e abrir corretamente a mão ajudam na prevenção

Fazer a abertura correta da mão e dos polegares e manter essa capacidade é a principal forma de prevenção. O fortalecimento da musculatura pequena da mão, localizada na palma e costas da mão e pulso, dos músculos independentes ao polegar e evitar movimentos de “pinça” são as principais sugestões de especialistas para prevenir a rizartrose. “Quando for fazer o movimento de pinça, abra bem o polegar para não sobrecarregá-lo demais. Porém, quem tem a tendência à artrose, por mais que faça exercício e posicione de forma correta, vai evoluir mais rapidamente que as outras”, diz a presidente do comitê de cirurgia da mão da SBOT, Giana Silveira Giostri. As doenças inflamatórias como artrite reumatoide e os traumas da mão podem influenciar também na evolução desse tipo de artrose, de acordo com a presidente.

 

6 meses é o tempo médio do início de um tratamento a uma melhora em casos mais leves da rizartrose, utilizando órteses e fortalecendo a musculatura.

Com o passar dos anos, o afinamento do tecido que recobre os ossos (cartilagem) diminui o espaço para os movimentos nas articulações que, consequentemente, se desestruturam, causando deformidades nas mãos – aqueles conhecidos dedos tortos, comuns em idosos. “Olhando a mão de uma pessoa a partir dos 70 anos, você vê as deformidades nos dedos. A sobrecarga de peso nos dedos que formam a ‘pinça’ associada ao fato de que essa junta permite uma grande mobilidade e, portanto, uma instabilidade, formam a artrose da base do polegar, que é a rizartrose”, explica a presidente do comitê de cirurgia da mão da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), Giana Silveira Giostri.

A predominância da doença entre as mulheres não tem uma explicação certeira, de acordo com o ortopedista e cirurgião da mão do Hospital Pilar, Paulo Sergio Matschinske. “Sabemos que há uma influência das alterações hormonais, e a incidência é maior entre as que tiveram os úteros removidos, por este motivo acreditamos no papel dos hormônios. Mas, como os homens também apresentam a doença, não se pode dizer que tudo é de causa hormonal”, explica. A instabilidade dos ligamentos das mulheres também é maior e, por serem mais elásticos e frouxos que nos homens, tornam-se um fator predisponente à doença. “A estrutura herdada das mulheres é uma junta mais flexível da articulação da base do polegar, mais elástica e mais instável, podendo gastar mais cedo um processo que se agrava com a idade”, afirma o ortopedista especialista em cirurgia da mão do Hospital da XV, Luiz Carlos Sobania.

Não mexa

As dores são os primeiros sinais da rizartrose e se concentram na base do polegar, especialmente quando a pessoa realiza atividades manuais, como abotoar a camisa, abrir a maçaneta da porta, descascar um alimento, usar a pinça, entre outros. A dificuldade em fazer o movimento de “pinça” entre o polegar e os demais dedos – que diferencia a mão humana de outro animal – é o principal sinal. “Em seguida vem a redução da força e da mobilidade da articulação trapézio metacarpiana. A pessoa não consegue mais abrir e fechar o polegar da mesma maneira”, orienta o diretor da regional sul da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão, Henrique Ayzemberg. Saliências podem surgir na base do polegar, mas nem sempre são percebidas. “Restringir os movimentos que utilizam a força de prensa e usar órteses ajudam no alívio dos sintomas”, completa Ayzemberg.

Tratamento

Fisioterapia para casos mais leves, cirurgia para os mais severos

O exame físico e os sintomas são os primeiros passos para identificar a rizartrose. O raio-X completa o diagnóstico. A cirurgia ortopédica cabe aos casos mais severos da doença, e vai retirar (parcial ou totalmente) o osso causador do problema, o trapézio, que estará bem desgastado. “Em casos mais leves, o tratamento comum é o conservador, usando uma órtese (luva que serve de apoio para a mão), que retira a pressão sobre a articulação. É importante também fazer o fortalecimento da musculatura da mão ou usar um medicamento analgésico e anti-inflamatório”, afirma o ortopedista especializado em cirurgia da mão, Samuel Ribak.

No futuro, próteses que substituam a articulação do osso trapézio podem trazer a solução dos sintomas. “Seria eliminada a articulação doente e substituída por algo sintético. Mas, como todos os implantes, há riscos de rejeição, infecção, perda de eixo”, diz o ortopedista e cirurgião da mão, Paulo Sergio Matschinske.


 

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A desconexão das meninas Otaviano

Tag: 
Data da Notícia: 
12/09/2014 - 08:21
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Brunno Covello / Gazeta do Povo / A doméstica Maria Helena Otaviano (59) e as filhas Vanusa (33) e Sirlei (32) moram na Vila Naime, uma comunidade do Jardim Itália em São José dos Pinhais. Na foto, Matheus Marcos (14) está ao lado da avó e junto com Stefanie (14), Jennifer Thais (12) e Derek (2), filhos de SirleiA doméstica Maria Helena Otaviano (59) e as filhas Vanusa (33) e Sirlei (32) moram na Vila Naime, uma comunidade do Jardim Itália em São José dos Pinhais. Na foto, Matheus Marcos (14) está ao lado da avó e junto com Stefanie (14), Jennifer Thais (12) e Derek (2), filhos de Sirlei

DESENVOLVIMENTO

Maria Helena, Vanusa e Sirlei vivem com o que há de pior na Região Metropolitana de Curitiba, como violência, drogas e falta de creche

12/09/2014 | 00:14 | 

    A doméstica Maria Helena Otaviano, 59 anos, e as filhas Vanusa, 33, e Sirlei, 32, moram na Vila Naime, uma comunidade do Jardim Itália, em São José dos Pinhais, dividida pelo tráfico de drogas. A troca de tiros entre a turma de cima e a de baixo perturbam. Vanusa perdeu um filho de 4 anos em 2006 pela falta de uma lombada na rua Quirino Zagonel. Outros dois de um total de quatro filhos foram para Minas Gerais com o pai porque ela não conseguiu creche para eles aqui. Já Sirlei tem o marido viciado em crack e não deixa os três filhos na rua por medo. Para trabalhar em Curitiba, Maria Helena precisa pagar todos os dias quatro passagens e sacolejar em ônibus por mais de duas horas por dia.

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INFOGRÁFICO: Veja dados da RMC



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Expedição em dados

Os principais indicadores coletados foram organizados e estão abertos para consultas e comparações. Há informações regionais e, em alguns casos, os detalhes por municípios.

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O negócio é construir casas

Claudiney Pereira e Ademir Alves: construção civil em alta

A Região Metropolitana de Curitiba (RMC) teve um aumento de população da ordem de 12% entre 2000 e 2013, segundo dados do IBGE. Um pouco abaixo da média estadual, que cresceu 15%. O total de moradores na capital e nas cidades do entorno passou de 3 milhões para 3,4 milhões no período. Por isso, a aposta de Ademir Alves, 51 anos, e do sócio dele, Claudiney Teles Pereira, 48, deu certo. Desde 2005 eles vendem residências voltadas para as classes C, D e E. O negócio vai de vento em popa.

Ademir foi mostrado na reportagem da Expedição Paraná em 2010. Na época, a empresa construía 380 casas pré-fabricas em madeira por ano e empregava 40 pessoas. Atualmente, o número de funcionários é o mesmo, mas as vendas aumentaram: 600 negócios são fechados anualmente. “Tivemos que fazer alguns ajustes. Hoje não vendemos só casas de madeira, comercializamos casas em alvenaria também. A renda das pessoas aumentou e ninguém quer mais casa com assoalho de madeira”, fala Ademir.

O mercado também mudou. Antes, as vendas estavam concentradas em Colombo e Almirante Tamandaré. Hoje, pulverizou. “Atendemos em São José dos Pinhais, Arau­­cária, Campo Largo e Campo Magro”, completa.

O diretor do Cen­­tro de Pes­­quisa do Insti­­tu­­to Pa­­ra­­naense de Desen­­vol­­vi­­mento Econômico e So­­cial (Ipardes), Julio Takeshi Suzuki Júnior, diz acreditar que a RMC deve continuar crescendo em população e, consequentemente, demandando casas. “A concentração [de pessoas em grandes cidades] é um processo comum no capitalismo.”

Tristeza profunda agravada pelo SUS

 


 

Depressão, problema na bexiga, câncer do marido... Cerli de Fátima Cardoso é exemplo de que como a saúde é mal tratada na RMC.

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As meninas Otaviano vivem na Região Metropolitana de Curitiba com o que ela tem de pior: violência, drogas, dificuldade de mobilidade, trânsito violento e falta de creches. Compensam com trabalho e muita fé no futuro – mas aquele que elas mesmas possam construir. As dificuldades enfrentadas pelas três repetem-se com famílias de Campo Largo, Fazenda Rio Grande, Pinhais ou Colombo.

Maria Helena saiu de Umuarama há 17 anos com o marido e cinco filhos para morar perto do Hospital de Clínicas (HC), onde uma das filhas tratava o lúpus. Em 2002 ela morreu e, desde então, Matheus,14, é criado pela avó com a ajuda das tias. Maria sai de casa às 5h de segunda à sexta para limpar casas nos bairros Água Verde, Batel e Barreirinha, em Curitiba. Pela falta de integração de boa parte das linhas de ônibus, desembolsa R$ 11,70 diariamente para conseguir trabalhar. “Vou até o Guadalupe e de lá vou a pé até a [Praça] Rui Barbosa, onde pego ônibus para as casas. Na volta, a mesma coisa.”

Vanusa administra uma pequena distribuidora de bebidas e gás. No ano passado, separou-se e o marido mudou-se para Minas. Os filhos mais velhos, de 18 e 15 anos, moram com ela. Os mais novos, de 10 e 4 anos, foram embora com o pai. Ela mesma faz as entregas da distribuidora e não teria como deixar os filhos pequenos sozinhos na loja enquanto estivesse fora. Foi em busca de uma creche e ouviu que por ser empresária não teria chance. “Eu não tenho R$ 400 para pagar em uma creche particular. Espero trazer meus filhos de volta no ano que vem.”

Já Sirlei trabalha em uma lavanderia no bairro Ouro Fino, perto do Jardim Itália. Ela morava em uma área de invasão à beira de um córrego de esgoto na própria Vila Naime. Há um ano e meio foi realocada pela prefeitura para um conjunto habitacional há uns sete quilômetros dali, longe do trabalho e da família. “Pago o apartamento e condomínio certinho, mas passo mais tempo aqui [com a mãe] do que lá.” Apenas o filho menor, de 2 anos, tem creche. As duas meninas, de 14 e 12 anos, têm ordem de sair da escola e ficar dentro de casa. “Antes elas brincavam mais na rua. Hoje não dá para soltar, tenho medo de bala perdida.”

O receio não é à toa. A Polícia Civil em São José dos Pinhais indica o Jardim Itália como um dos locais mais violentos da cidade, a segunda em quantidade de homicídios na RMC, atrás apenas de Curitiba.

Direito à cidade

A RMC é a região mais rica do Paraná. Concentra 31% da população e produz 39% de toda a riqueza estadual. Também é onde há a maior proporção de empregados formais – 40% de um total de 3,4 milhões de pessoas. Pujança liderada por Curitiba, espécie de ilha cercada de desigualdade.

A diferença de oportunidades cria uma desconexão entre o direito das pessoas e a realidade, segundo o professor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPPUR/UFRJ), Luiz Cesar de Queiroz Ribeiro. “Isso impede que o sentido de coletividade se estabeleça. É possível até fazer germinar o sentido dos direitos individuais, mas não os direitos coletivos, base do direito à cidade.”

Para o professor da Uni­­versidade Federal do Paraná (UFPR) Pedro Bodê, especialista em segurança pública, a violência só diminuirá com a melhora dos serviços públicos em toda a RMC e não apenas com a presença da Polícia Militar. “Não acredito em repressão.” Esse esforço deve ser integrado, na opinião da Olga Firkowski, professora de Geografia da UFPR e especialista no estudo de metrópoles. Ela lembra, porém, que a legislação não prevê um órgão metropolitano para administrar a região.

Luiz Goularte Alves, prefeito de Pinhais e presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec), diz que a Comec – órgão do governo estadual para gerir a RMC – não dá conta do trabalho. “A Comec está sucateada, não tem inteligência para pensar alternativas, não tem pessoas [suficientes] para planejar a médio e longo prazo.” “O caminho é construir os instrumentos de comunidade política. Trata-se de construir a cidadania política ativa e um sistema de governo adequado para resolver os problemas próprios da vida metropolitana”, acredita Queiroz Ribeiro.



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Justiça confirma validade de reunião que definiu adesão do HC à Ebserh

Data da Notícia: 
03/09/2014 - 09:17
Tipo: 
HC
Veículo: 
Corpo: 
03/09/2014 -- 16h23 Redação Bonde
 
A 4ª Vara da Justiça Federal de Curitiba indeferiu ação proposta por dois membros do Conselho Universitário da Universidade Federal do Paraná pedindo a anulação da reunião do Conselho que aprovou a adesão do Hospital de Clínicas à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). 

A Justiça encontrou vício de origem na ação que questionava o fato de o Conselho ter se reunido em lugares diferentes (na Sala dos Conselhos e no Hospital de Clínicas) e que a votação pelo viva voz de um celular teria contrariado a decisão judicial prevista no interdito solicitado pelo reitor da UFPR, Zaki Akel Sobrinho, que previa uma votação nominal e pública. De acordo com o reitor, a votação teve quorum e só não foi realizada de outra forma porque os conselheiros foram impedidos de entrar no prédio. 

A Justiça negou o pedido pelo entendimento que os possíveis erros indicados prejudicariam uma coletividade e, com isso, a solicitação deveria ter sido feita em uma ação coletiva e não em nome de um ou outro indivíduo, como aconteceu. 

Segundo o reitor da UFPR, o processo de adesão do HC à Ebserh segue trâmite normal, aguardando análise no departamento jurídico, antes de ser votado pelo Conselho de Administração da Universidade. De acordo com o Zaki Akel, as mudanças na administração do hospital começaram a ocorrer no início de 2015.

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Programa de Atendimento Integral de Epilepsias do HC/UFPR celebra seus 20 anos

Profissional: 
Carlos Eduardo Silvado
Data da Notícia: 
05/09/2014 - 09:13
Tipo: 
HC
Veículo: 
Programa / Caderno: 
Corpo: 

No dia 14 de setembro de 1994, foi criado o Programa de Atendimento Integral de Epilepsias do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná com o objetivo de abranger o diagnóstico clínico e eletrencefalográfico, bem como fornecer tratamento medicamentoso e cirúrgico de epilepsia, com vistas ao controle das crises epilépticas, permitindo que as pessoas com epilepsia possam atingir a plenitude de suas capacidades.

“Na ocasião, dispúnhamos apenas do Ambulatório de Epilepsia, de um equipamento de Vídeo-EEG com 21 canais e de uma sala no Serviço de Encefalografia, onde eram realizados os registros com Vídeo-EEG apenas durante o dia”, conta o médico Carlos Silvado, coordenador do Programa de Atendimento Integral à Epilepsia do Hospital.

Com o passar dos anos, vários profissionais foram incorporados à equipe e, em 1997, o Programa foi reconhecido nacionalmente, com o credenciamento dele entre os oito Centros de Referência Nacional em Cirurgia de Epilepsia pelo Ministério da Saúde.

Nos seus 20 anos de história, diversos residentes e estagiários de Neurologia, Neurologia Infantil e Psicologia do Hospital de Clínicas e de outros hospitais do Paraná e Santa Catarina realizaram treinamento no Programa de Atendimento Integral de Epilepsias. Eles atuam, hoje, em diversos estados do Brasil. Ainda, com base nos atendimentos realizados pelo Programa, foram elaboradas 14 dissertações de mestrado (nove já aprovadas) e seis teses de doutorado (quatro já aprovadas).

“Hoje, podemos, com orgulho, afirmar que o Programa de Atendimento Integral de Epilepsias está maduro. Dispomos de quatro unidades de monitorização com Vídeo-EEG, sete equipamentos de EEG com Vídeo e acesso aos melhores recursos de imagem. Porém, o mais importante é o atendimento que damos aos pacientes com epilepsias de difícil controle, que nos procuram como última esperança, vindos de todo o Brasil. Atualmente, estamos com aproximadamente 900 pacientes em atendimento ambulatorial. Já realizamos 1.380 avaliações para diagnóstico e tratamento cirúrgico de epilepsia e 450 cirurgias de epilepsia em adultos e crianças, com resultados semelhantes aos praticados nos melhores Centros de Epilepsia do Brasil e do Mundo”, conclui o médico e coordenador do Programa, Calos Silvado.

 

SERVIÇO

O quê: Evento de Comemoração dos 20 Anos do Programa de Atendimento Integral de Epilepsias do HC/UFPR.

Onde: no Hall da Direção do Hospital de Clínicas da UFPR.

Quando: dia 10 de setembro, às 10h.

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