HC

Hospital de Clínicas

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Data da Notícia: 
02/09/2014 - 07:55
Tipo: 
HC
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Hospital de Clínicas

A resistência do Sinditest à adesão do HC à Ebserh é inaceitável e o medo é inexplicável. O HC não vai perder a autonomia universitária, terá flexibilidade para contratar pessoal e comprar serviços, o que é difícil ou impraticável agora. Os servidores atuais continuarão com seus vínculos na universidade e com os direitos mantidos. Os novos funcionários serão admitidos por concurso público via CLT, que permite a demissão em qualquer tempo dos trabalhadores que não cumprirem suas obrigações adequadamente. O Hospital do Trabalhador, por exemplo, que era deficitário, inoperante e improdutivo, depois da mudança para uma gestão tripartite entre estado, município e UFPR, tornou-se o maior hospital de atendimento ao trauma no Paraná.

Carlos Renato d’Avila, médico pediatra

 

Hospital de Clínicas

“Não vi nenhuma alternativa viável sendo apresentada por ninguém, somente discursos panfletários vazios e sem propostas.”

Eudemar Nene Tonatto, via Facebook, sobre a adesão do HC à Ebserh.

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Resultado do debate no Paraná: todo mundo perdeu

Data da Notícia: 
29/08/2014 - 12:40
Tipo: 
HC
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Enviado por André Gonçalves, 29/08/14 12:40:34 PM

 

 

   

 

debate100808

Dizem os especialistas que debate não muda voto, apenas “cristaliza” a decisão de quem simpatiza por este ou aquele nome. Se depender do que se viu ontem à noite na Rede Bandeirantes, muita gente deve continuar em dúvida sobre em quem votar para governador do Paraná.

Foi um festival de caneladas entre os três principais nomes, Beto Richa (PSDB), Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB). A proposta de um jogo feio ficou ainda mais horrível quando o trio se viu cercado de laranjas por todos os lados.

Até o pessoal da “esquerda esquerda” jogou o nível lá para baixo insistindo na tese de que o Hospital de Clínicas havia acabado de ser privatizado – o que houve ontem foi a aprovação da adesão à Ebserh, uma estatal federal.

O resumo da briga entre Beto, Gleisi e Requião foi a tentativa de colocar rótulos jocosos entre si. Beto foi definido pelos colegas como alguém que não gosta de acordar cedo e exagera no bronzeado (preguiçoso, no sentido mais claro) e Kinder Ovo (aquele que é sempre pego de surpresa).

Requião recebeu de Beto a alcunha de “mitômano” (nome bonito para mentiroso compulsivo). A Gleisi coube a pecha de alguém que persegue o Paraná e se associa a criminosos condenados.

Tudo isso a seco, sem polidez, o que acabou em um debate sabor laranja azeda, em que ficou difícil apontar alguém que tenha saído vencedor. No fundo, todo mundo saiu perdendo.

 

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Sindicato quer anulação de contrato do HC com estatal

Data da Notícia: 
30/08/2014 - 09:02
Tipo: 
HC
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CASO EBSERH - Publicado em 30/08/2014 | 

 

O sindicato que representa os trabalhadores do Hospital de Clínicas (HC) de Curitiba vai tentar na Justiça anular a adesão do HC e da Maternidade Victor Ferreira do Amaral à Empresa Brasileira de Ser­viços Hospitalares (Ebserh). O Conselho Universitário (Coun) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), mantenedora do hospital, aprovou um contrato de gestão compartilhada na última quinta-feira, mas o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba (Sinditest) pretende acionar a Justiça, já na próxima segunda-feira, e pedir a anulação da sessão. Durante a votação, houve protestos de estudantes e trabalhadores contrários à adesão à Ebserh. Entre os conselheiros, 31 votaram à favor da adesão e nove, contra.

De acordo com o advogado do Sinditest, Avanilson Araújo, a sessão do Coun foi irregular porque não havia quórum: eram necessários no mínimo 33 membros presentes, mas apenas 21 dos 40 conselheiros votantes entraram na Reitoria. Os 19 restantes foram barrados pelo cordão de isolamento dos manifestantes e tiveram de ir até o HC, votar por videoconferência. Uma queda de energia elétrica na Reitoria impossibilitou a realização da videoconferência e os votos foram declarados via celular.

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Hospital de Clínicas 1 e 2

Data da Notícia: 
30/08/2014 - 08:51
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HC
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COLUNA DO LEITOR

Publicado em 30/08/2014 | 

 

Hospital de Clínicas 1

Lara Campos Pulitano, Paranaguá – PRAcredito que a administração da Ebserh pode proporcionar aos pacientes do HC melhor estrutura de atendimento e ferramentas de trabalho, oferecendo mais possibilidades para os estudantes de Medicina da UFPR aprimorarem seus estudos. Com relação aos funcionários do hospital, é perfeitamente compreensível haver manifestações, já que os funcionários serão diretamente atingidos por essa mudança.

 

Hospital de Clínicas 2

O HC está à míngua. O convênio com a Ebserh é mais uma armação do governo federal. Se não tem verba para o HC, de onde virão as verbas e os novos funcionários da privilegiada nova estatal? Talvez das cuecas, da Petrobras, do mensalão. A melhoria no atendimento ao povo e ao ensino é mais outra enganação, que abrirá o caixa para novos desvios de dinheiro público, sem que ninguém saiba como aconteceu.

Jorge Abib

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Uma solução para o HC

Data da Notícia: 
31/08/2014 - 08:49
Tipo: 
HC
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EDITORIAL

A UFPR aderiu à Ebserh; agora, que o governo federal cumpra sua parte para que o hospital seja resgatado da crise por que passa

Publicado em 31/08/2014

 

 

Quando se antepõem o interesse público e o interesse de corporações, não há a menor dúvida de que o primeiro deve prevalecer. Esse princípio foi seguido na quinta-feira pelo Conselho Universitário da Universidade Federal do Paraná (UFPR) ao aprovar a adesão à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), uma estatal federal que passa a se responsabilizar pela contratação de servidores para o Hospital de Clínicas (HC) e a Maternidade Victor Ferreira do Amaral.

Um dos maiores hospitais universitários do país, referência até mundial em algumas complexas especialidades médicas – como o transplante de medula óssea –, o HC vem há décadas sofrendo as consequências de crises sucessivas. A causa principal sempre disse respeito ao seu quadro de funcionários: impossibilitada de promover concursos para repor o quadro de funcionários do HC, a UFPR optou pelas contratações por meio da Fundação da Universidade Federal do Paraná (Funpar). Centenas de médicos, enfermeiros, atendentes e pessoal para cobrir todas as demais necessidades do funcionamento do HC mantêm vínculo trabalhista com a Funpar, que os coloca à disposição do hospital. Desde 1996, no entanto, essa modalidade de contratação passou a ser considerada irregular. Exigiu-se, durante todo este período, que fosse rompido o contrato com a Funpar e, no lugar dos servidores da fundação, fossem contratados outros por meio de concurso público.

A crise do HC paranaense não era diferente daquela que atingia todos os demais hospitais universitários do país. Sempre se soube também das dificuldades burocráticas e financeiras para a realização de concursos e a contratação de servidores estatutários. A solução proposta pelo governo federal, em vez de privilegiar a autonomia das instituições universitárias e dar-lhes os meios para bem administrar seus hospitais, foi a centralização, por meio da Ebserh, que passaria a se responsabilizar pela administração e pelo quadro de servidores dos hospitais. Brasília deixou bem claro desde o início: para os hospitais universitários federais, era a Ebserh ou nada – e por “nada” entenda-se uma morte lenta, sem a possibilidade de reposição de funcionários.

Desde o início, os funcionários do HC/Funpar se opuseram a que a UFPR aderisse à Ebserh. De fato, a proposta inicial do governo federal era acintosa, representando uma entrega total da administração do HC à Ebserh. O Conselho Universitário, em agosto de 2012, recusou corajosamente essa investida centralizadora. Mas, sem novos funcionários, a crise do HC foi se agravando, e a UFPR passou a negociar novos termos para estudar a adesão à Ebserh. Foi assim que se chegou a um modelo que preserva boa parte das prerrogativas da UFPR na administração do HC, e foi esse contrato que o Conselho Universitário aprovou na quinta-feira.

Mesmo assim, os representantes dos funcionários mantiveram sua oposição, alegando que se estaria promovendo a “privatização” do HC – ignorando que o atendimento seguirá sendo todo pelo SUS e que a Ebserh é uma empresa totalmente pública –, sem, entretanto, oferecer solução melhor. Em outras ocasiões, os sindicatos buscaram a Justiça para, com sucesso, suspender reuniões do Conselho Universitário. Mas, desta vez, sem amparo judicial, recorreram pura e simplesmente a um antidemocrático bloqueio, tentando impedir que os conselheiros comparecessem à votação – que terminou com 31 votos a favor e nove contra a adesão à Ebserh.

Agora, espera-se que o governo federal faça sua parte e cumpra as promessas feitas, para que o HC fique não só a salvo das crises, mas que em breve amplie seus quadros em mais 2 mil servidores, o que permitirá aumentar em mais de 50% o número de leitos, restabelecer serviços antes comprometidos por falta de funcionários e recursos financeiros e ampliar o número de atendimentos ambulatoriais e de internações. Quanto aos funcionários da Funpar, está próximo um entendimento entre UFPR e Justiça do Trabalho para que os atuais vínculos trabalhistas sejam mantidos por pelo menos mais cinco anos, prazo em que a maioria desses funcionários alcançará o tempo para aposentadoria, com prorrogação de outros três anos para quem ainda necessitar desse prazo até se aposentar.

É este conjunto de benefícios que mais interessa à população, que, de várias partes do estado e de todo o país, vem em busca de socorro no HC. É o interesse público se sobrepondo ao interesse corporativo – mas com o respeito devido a todos quantos, durante anos ou décadas, prestaram serviços e fizeram do HC um estabelecimento exemplar a ser preservado.

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Hospital de Clínicas

Data da Notícia: 
31/08/2014 - 08:38
Tipo: 
HC
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COLUNA DO LEITOR

Publicado em 31/08/2014 | 

Hospital de Clínicas

A insegurança dos trabalhadores do Hospital de Clínicas com a adesão à Ebserh é clara, mas não havia necessidade desses protestos violentos. Deveria ter sido feita uma reunião para esclarecer as dúvidas desses trabalhadores em relação ao contrato.

Maria Eduarda Silveira, Paranaguá – PR

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Conselho aprova gestão compartilhada do HC e da maternidade da UFPR

Profissional: 
Zaki Akel Sobrinho (UFPR)
Flávio Daniel Tomasich
Data da Notícia: 
01/09/2014 - 00:34
Tipo: 
HC
Corpo: 
SAÚDE

01/09/2014, 00:34

  • Henry Milleo / Gazeta do Povo
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Por 31 votos a nove, os integrantes do Conselho Universitário da UFPR aprovaram na última quinta-feira, em Curitiba, a proposta de gestão compartilhada do Hospital de Clínicas (HC) e da Maternidade Victor Ferreira do Amaral com a Ebserh – empresa pública criada pelo governo federal para gerir os hospitais universitários brasileiros. A reunião foi marcada por uma manifestação (foto) organizada por pessoas contrárias a esse modelo de gestão, que impediram a entrada no prédio da Reitoria e cortaram a energia elétrica do prédio. O reitor Zaki Akel Sobrinho reiterou que o HC continuará 100% público e gratuito, sem qualquer privatização. De acordo com o diretor-geral do HC, Flávio Tomasich, a aprovação da proposta será positiva para o HC e significará a contratação de 2.063 servidores por concurso público, que ampliarão o número de leitos de 250 para 670, a retomada de serviços médicos suspensos e o aumento do número de consultas, cirurgias e internamentos.

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Opinião: Hospital de Clínicas (1, 2 e 3)

Data da Notícia: 
29/08/2014 - 07:40
Tipo: 
HC
Corpo: 

Hospital de Clínicas 1

Impedir a entrada de forma violenta dos conselheiros que votariam a adesão do HC à Ebserh (Gazeta, 28/8) é democracia? Não, é anarquia! Todos têm direito à livre manifestação de pensamento, desde que não impeçam o direito de ir e vir de todos e não usem violência. Além disso, não se trata de privatização, pois a empresa pública em questão tem capital 100% da União e o atendimento vai continuar 100% gratuito.

Allan Rodrigo de Lima

Hospital de Clínicas 2

A Ebserh é mais uma famigerada agência criada nos bastidores da ditadura democrática que vivenciamos atualmente. A velha receita neoliberal: sucateamento da máquina estatal para vender, a preço de banana, o Hospital de Clínicas, conquistado com muito dinheiro público. Perguntar não ofende: quem é o dono da Ebserh?

Altair Luciani

Hospital de Clínicas 3

Os interesses são sempre corporativos, nunca em prol do serviço público e do atendimento comunitário. Além disso, virou moda no Brasil que protesto tem de ser violento. Parece que quanto mais se instaurar o caos, melhor. Qual será o propósito por trás disso tudo?

Luiz F. Mazzarotto

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