| Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia, Junho 1998, p. | Vol. 42, No. 3 |
Assessment of levothyroxine suppressive
therapy in patients with solitary thyroid nodules:
a double-blind, placebo-controlled, clinical trial
Cesar L Boguszewski, Maurizio Pedrazzani, Hans Graf
Disciplina de Endocrinologia e Metabologia, Divisão de Radiologia, Departamento de Clínica Médica, Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Brasil
Recebido em 15/07/95
Revisado em 28/04/98
Aceito em 10/05/98
Abstract
The aim of the study was to evaluate the effect of TSH-suppressive therapy with levothyroxine (LT4) on the volume of clinically solitary thyroid nodules, assessing possible correlations between response to therapy and clinical and laboratory parameters. 48 euthyroid patients with a single palpable thyroid nodule (non-autonomous on thyroid scanning, solid or predominantly solid on ultrasonography (US) and benign by fine-needle aspiration biopsy) were followed for 1 year at 3-month intervals. The studt group was randomly divided to receive LT4 (200 or 250 mcg/day) or placebo, in tablets that were externally identical. Nodule size was determined by palpation and by US every 6-month. Measurements of T3, T4, TSH, thyroglobulin and anti-thyroid antibodies were performed at baseline and repeated after 3, 6 and 12 months of therapy, whereas a TRH test was carried out at 6 months. The number of nodules that decreased in volume on US was not significantly different between the groups. The mean nodule volume decreased significantly at 6 months in the LT4-treated group, but did not remain significant at 12 months. In the placebo group, the mean nodule volume showed a progressive and significant increase during the study. No correlation was found between clinical and US measurements of the nodules. In the treatment group, nodule size changes were correlated to the scintigraphic characteristics of the nodules. We conclude that LT4 is not effective in reducing the size of the most solitary thyroid nodules after 12 months of treatment, although some may shrink or stop to grow after LT4. Further studies are necessary to identify clinical and biochemical variables that could potentially identify the sub-group of responsive nodules.
O objetivo deste estudo foi o de avaliar o efeito da terapia supressiva do TSH pela levotiroxina (LT4) sobre o volume de nódulos tireoideanos clinicamente solitários, verificando possíveis correlações entre a resposta à terapia e os parâmetros clínicos e laboratoriais. 48 pacientes eutireoideanos, com um nódulo tireoideano único palpável (não autônomo pela cintilografia tireoideana, sólido ou predominantemente sólido através da ultrassonografia (US), e benigno pela punção aspirativa com agulha fina), foram acompanhados por um ano em intervalos de três meses. O grupo estudado foi dividido por randomização para receber LT4 (200 ou 250 mcg/dia) ou placebo, em comprimidos idênticos externamente. O tamanho do nódulo foi determinado pela palpação e pelo US a cada 6 meses. Medidas do T3, T4, TSH, tiroglobulina, e anticorpos anti-tireoideanos foram feitas na condição basal e repetidas após 3, 6 e 12 meses de terapia, enquanto um teste com hormônio liberador de tirotropina (TRH) foi realizado após 6 meses. O número de nódulos que diminuíram de volume no US não foi significativamente diferente entre os dois grupos. O volume médio dos nódulos diminuiu significativamente aos 6 meses no grupo tratado com LT4, mas não permaneceu significante aos 12 meses. No grupo placebo, o volume médio dos nódulos mostrou um aumento progressivo e significante durante o estudo. Nenhuma correlação foi encontrada entre as medidas clínica e US dos nódulos. No grupo tratado, as alterações de tamanho correlacionaram-se com as características cintilográficas dos nódulos. Concluímos que LT4 não é efetiva em reduzir o tamanho da maioria dos nódulos tireoideanos solitários após 12 meses de tratamento, embora alguns possam diminuir de tamanho ou parar de crescer após LT4. Outros estudos são necessários para se caracterizar variáveis clínicas ou bioquímicas que possam, potencialmente, identificar o subgrupo de nódulos responsivos.